sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Algumas vezes é melhor não pensar

Pelo percurso,no meio da conversa ela vem com  a pergunta que só incomodava à ela e tenta de todos os jeitos entender o porque de certas mulheres,lindas,maduras e na flor dos seus trinta anos não serem casadas. Ah,isso a afligia muito. Enquanto perguntava,se martirizava mentalmente como se soltasse um grito sufocado e muito minuciosamente escutava as respostas das que nem sequer deveriam responder.
Corroía seu cérebro em vê-las tão soltas,alegres e felizes,mesmo sem terem se casado. Tentava entender como conseguiam tal proeza,eram dignas?
Geralmente as respostas eram sempre as mesmas: Porque eu não quis, porque eu não encontrei. Ela porém,aterrorizantemente boçal,intrometida e curiosa ia mais fundo.
Mas porque? Mas você já namorou sério? E porque não deu certo?
A sua vã cabecinha queria de todas as formas achar uma resposta pra que ela conseguisse entender porque ela casou se ela poderia ter uma vida completamente livre,fazer o que ela sempre quis e mesmo assim ser feliz,ao invés de ter feito o que apenas fez,por achar que isso era a única coisa que havia de fazer simplesmente pelo fato de que falaram isso a ela.
O martelo comia seu juízo. Porque ela constituiu uma família,ela tinha que fazer o almoço,a janta,limpar a casa,enquanto as outras...eram livres e mais felizes. Não podia jogar tudo para o alto,afinal,fora ela quem constituiu. A agonia se debatia dentro dela.
As vezes,não parar para refletir,ajuda.

2 comentários:

  1. Muito bom. Tenho convicção que nossa felicidade depende muito mais de nós mesmos do que de outras pessoas. Seus textos são ótimos. Parabéns!

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  2. Concordo. Acredito que a felicidade depende mais da gente do que de outras pessoas. Seus textos são ótimos. Parabéns!

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