Pelo percurso,no meio da conversa ela vem com a pergunta que só incomodava à ela e tenta de todos os jeitos entender o porque de certas mulheres,lindas,maduras e na flor dos seus trinta anos não serem casadas. Ah,isso a afligia muito. Enquanto perguntava,se martirizava mentalmente como se soltasse um grito sufocado e muito minuciosamente escutava as respostas das que nem sequer deveriam responder.
Corroía seu cérebro em vê-las tão soltas,alegres e felizes,mesmo sem terem se casado. Tentava entender como conseguiam tal proeza,eram dignas?
Geralmente as respostas eram sempre as mesmas: Porque eu não quis, porque eu não encontrei. Ela porém,aterrorizantemente boçal,intrometida e curiosa ia mais fundo.
Mas porque? Mas você já namorou sério? E porque não deu certo?
A sua vã cabecinha queria de todas as formas achar uma resposta pra que ela conseguisse entender porque ela casou se ela poderia ter uma vida completamente livre,fazer o que ela sempre quis e mesmo assim ser feliz,ao invés de ter feito o que apenas fez,por achar que isso era a única coisa que havia de fazer simplesmente pelo fato de que falaram isso a ela.
O martelo comia seu juízo. Porque ela constituiu uma família,ela tinha que fazer o almoço,a janta,limpar a casa,enquanto as outras...eram livres e mais felizes. Não podia jogar tudo para o alto,afinal,fora ela quem constituiu. A agonia se debatia dentro dela.
As vezes,não parar para refletir,ajuda.
Muito bom. Tenho convicção que nossa felicidade depende muito mais de nós mesmos do que de outras pessoas. Seus textos são ótimos. Parabéns!
ResponderExcluirConcordo. Acredito que a felicidade depende mais da gente do que de outras pessoas. Seus textos são ótimos. Parabéns!
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