segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Seria Poesia

Eu gostaria de escrever sem que fosse um desabafo.Gostaria de escrever aquilo que transmite uma poesia,coisa boa.Mas vendo tantas aberrações,tanto desalento,desafetos, destruições,tantos...aparentemente só nos resta a tristeza. Francamente se alguém consegue não se comover,não se abalar com tamanha dor,dureza e destruição que vemos.Um país em tamanho descaso que chega ao ponto do povo se pulverizar de todos os jeitos que possam para serem úteis e solidários uns com os outros.Criarem mutirões de auxílios disponíveis e gratuitos apenas com o intuito de quererem um mundo melhor.Isso é um absurdo,isso é uma verdadeira calamidade pública onde o povo de um país se comove e forma uma onda gigantesca de solidariedade,de fraternidade,de amor uns pelos outros.Chega a ser impressionante. Isso parece ser uma resposta aos governantes que sempre só estão preocupados com os próprios umbigos e com a própria conta bancária e em fazer uso capião do dinheiro de pessoas honestas que infelizmente,se permitem serem governados,serem mandados,manipulados e se deixam levar.Ao meu ver isso é um verdadeiro absurdo.É um desleixo,um descaso,um desuso do bom uso,do que poderia funcionar mas não...nada vem tudo vai e assim se faz o percurso.Meu Deus não tem mais onde chegarmos. Antes ainda pensávamos: "Nossa,onde isso tudo vai dar?". Já temos a resposta de onde deu.Sim,é claro e nítido.Já deu. Deu no que vemos acontecer aos nossos olhos que custam a crer...a natureza não está se vingando,apenas se dissolvendo mostrando que tem vida e que está viva apesar de serem cruelmente pavimentadas.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Não sou mais "Dabalada"

Não sei,talvez essa mudança de década possa ter me influenciado sem muito arrombo mas, regurgitaria se tivesse que participar de mais uma. Sinto-me como se estivesse me jogando dentro de um lixo. Um lixo humano de gente fétida e vazia. De gente doente sem dor, desorientadas, perdidas nessa tal de balada, avulsas, abertas, inúteis. Gente sem mundo, sem afeto, sem gana, sem nada. Uma alma vazia que o espírito ainda não conseguiu ser preenchido. Claro, conheço muitos que lá estão e que dela participam, que são opostos. Mas algo dentro do meu ser me chama pra isso. Me provoca algo que não consigo sentir diferente. Seres apáticos num automático assim como os carros modernos que não necessitam nem do pisar mas eles andam. Te levam a algum lugar. Vão... assim como os cafés servidos nessas lojas que existem a cada esquina com preços exorbitantes em máquinas cada vez mais caras, mais modernas e mais competitivas do café mais diferente que geralmente, vendido junto de um cigarro com a marca mais nova, mais diferente com menta, canela, fresh, mint, baunilha, cravo, mel. Esse é o verdadeiro mundo que criaram. Um mundo onde você não sabe o não e nem o porque, mas você faz e está ali para o que mandaram sem você perceber.
Sinto minhas noites mau dormidas desse tempo não muito distante, porém encerrado, e o tanto desnecessário que tudo isso me foi. Talvez experiência... de quê? Não me recordo do que aprendi nesse anos todos. Sim, confesso que aprendi. Aprendi a como deixar meus entes queridos que tanto me amam, preocupados, a ficar agressiva por estar cansada e tratar mal quem não merecia, me isolar por estar injuriada. Tudo isso é influência dela. Agora, com a mudança repentina de vontade ou da falta dela para tal, tem vindo uma cobrança. Cobrança de todas as pessoas que comigo estavam acostumadas nesse meu antes. Uma cobrança que a meu ver é falta de compreensão. Sim! Temos que compreender e entender que o ciclo fecha, a roda gira e o tempo muda. A mudança faz parte do ritual da vida e com ela vem sim as desestruturas os desassossegos, as transformações, as dúvidas, as  rupturas de amizades... só  se cresce na dor e só assim conseguimos a nossa evolução.